As vezes dizemos para alguém que queríamos dizer uma coisa.
Não é verdade e também não é mentira.
Queríamos que o algo a dizer mudasse a realidade, seduzisse, conquistasse.
O dito uma vez dito, falado, liberto, escancarado ou o dito não dito, escondido, calado, preso, o grito sufocado, sempre será acompanhado de mudança.
Não é possível prever o resultado.
Pode o pesadelo se transformar e acontecer como sonho ou vê-lo definitivamente sepultado.
Pode trazer, aproximar, juntar ou afastar, causar repulsa ou expulsar.
Transformar a tristeza em alegria ou a incerteza numa dor maior ainda.
Dizer ou não dizer?
Falar ou calar?
Independente da escolha, o silêncio acolhe o tempo da espera e mantém o sorriso na boca de quem a gente…, pra simplificar, não quer ver chorar.
Se achar o que se quer dizer não é mais importante que o resultado do que se disser dito pode resultar, espere até um amanhã, se houver, numa manhã virá.
Na manhã de vir, vir há.
Disse o João, desse lembro:
Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo…(Guimarães Rosa).
Não sei se consigo acreditar...
É tão difícil encontrar um jeito de mergulhar.
Falo de um mergulho profundo, bem do alto, de qualquer lugar.
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