Para ter um diferente, necessariamente, é preciso considerar, ao menos, outro exemplar exatamente igual, o que é impossível no domínio do natural.
Ser humano não é igual, nem diferente, é diverso, é plural, é semelhante, é gente.
Pare, observe, pense.
Num planeta regido pelo tempo, que não para, pela transformação, initerrupta, por animais, geneticamente próximos ou distantes, minerais, vegetais, árvores em que nenhuma folha é exatamente igual onde a regra é ser, se preferir, diferentes, é possível ser indiferente?
Novamente, nada natural é exatamente igual, se o natural não se repete, o que existe não são diferentes, mas semelhantes, semelhanças, complementares, diversos ou diversificados, gente, humanos, cuja tônica é metamorfosear.
A cana de açúcar era usada pelos romanos como medicamento.
Quando a boca não consegue dizer o que o coração sente.
É melhor que a boca sinta o que o coração diz.
Sheakspeare
Tenesse wiskey…
Não acho necessário preservar, a natureza tem feito isso, com êxito, há milhões de anos. Se faz necessário não destruir, mas como isso parece impossível para cérebros limitadíssimos, resta diminuir as ações antrópicas, impactos, para que as reações, inevitáveis, sejam humanamente suportáveis. Caso contrário a natureza não nos abrigará, comportará, suportará.
O mundo multiplica assustadoramente o número de idiotes. Talvez sempre seja assim, mas atualmente não têm mais vergonha, pelo contrário, do egoísmo, egocentrismo, da limitação cognitiva. E, infelizmente, acham a vida compreender apenas ao intervalo da expectativa média. Por isso, não se importam em destruir, agredir, ofender, desrespeitar e matar…as consequências de suas ações se limitam a esse triste período de suas existências no mundo dos vivos.
Antes de 1500 muitas etnias já viviam nessas terras, nenhuma delas se achavam donas de nada, respeitavam a natureza e as suas naturezas.
Aí gente estranha, estrangeira, invadiu, pilhou, matou, estuprou, obrigou a falar sua língua e esquecer as originárias, acreditar nos seus deuses, comer o que não existia aqui, se apropriou e enriqueceu, enquanto empobrecia quem sobrevivia, chamaram o que tinha nomes, gente, povos originais, de Brasil. Se não pararem de desmatar, perfurar, degradar, apodrecer, matar a mata, sacrificar a natureza, as pessoas, em pouco tempo não sobrará flora, fauna, água, terra boa para plantar, nem nada mais a explorar.
Respeitem os povos originais, essa terra, esse lugar, esse domínio, esse país não é e nem pertence a alguém, muito menos a alguns, mas a todos.
A natureza, generosa, não dá avisos, apenas reage, com força e intensidade felizmente bem menor do previsto na lei, as ações deletérias, agressivas, irresponsáveis de, temporários, descendentes dos invasores.
Convicções são muito perigosas, sobretudo para a natureza.
Muitas vezes a miopia ajuda, ao atrapalhar olhar o longe obriga ver o que sempre esteve à nossa frente.
Todo dia a gente acorda diferente.
A cada instante, naturalmente, passamos por sutis, sutilissimas, alterações.
Ao dormir, inconscientes, atravessamos o maior intervalo entre o que éramos e nos tornamos, somos, sempre seremos, seres ao sabor das transformações.
Sensíveis transitoriedades, sensíveis sensibilidades…
Por isso é normal mudar de opinião, sentir “bater”, ou não, o coração, lembrar, esquecer, gostar e se aborrecer, querer muito e deixar de querer, olhar com outros olhares, descobrir, perceber, ver o que não via, aprender, sentir e deixar de sentir, acontece, acontecer, amar agora o que ontem não amava…e amor não acaba…
…ser o que não era, voltar, não mais ser…como disse o poeta e cantou o cantor, compositor, “...tudo muda o tempo todo no mundo…”
A natureza de toda natureza, infinitamente, é transformar, se transformar, e transformar, transfor… até o não fim das reticências, a natureza da gente é ser, a cada instante, um muito pouco diferente…a dançar o ballet das transformações.