sábado, 8 de julho de 2023

 O que que eu vou dizer de você?

De você, o que que eu vou dizer?

Eu vou dizer que você é linda,

Mas isso todo mundo sabe, 

Você é Monalisa.

É obra de arte, minha melhor parte, não é prima, mas dona, do meu renascimento.

Saudade é máquina do tempo, traz a tona a emoção, faz sentir um sentimento.

Não dá pra se perder antes de se achar.

Eu ando por aí, não sei a hora, a direção, nem o lugar.

Sem você é tudo baldio, sou um não ser, sem sono, sou cachorro vazio.

O que que eu vou dizer, sem nem lembro, só não consigo esquecer.

Talvez que amo, e mesmo triste entendo não poder me amar.

Só dá para explicar, o que a gente consegue, minimamente, entender.

 Amor é assim, é feit

o de sentir.


Outro dia ouvi alguém falar, primeiro a gente se apaixona e depois aprende amar.

Não foi assim que aconteceu, desde que vi te amei, o sentimento cresceu, o amor se tornou algo que não dá para explicar, e o tempo faz a cada dia mais me apaixonar.

Parece que não tem receita, é um presente e acontece.

Como diz uma antiga canção, "só Deus, sabe o que será de mim sem você".

Vejo, hoje, dias passar, cada um deles sinto que não quero mais ser, aprendi a simplesmente estar.

Seria exagero dizer sempre te quis, mas também não é mentira que sim.


Engraçado como a gente vive muitos sonhos na vida.

A gente vive muitos sonhos e enquanto o vivemos muitas vezes não percebemos.

Achamos a sensação, a realização…


 Boa parte das vezes pensamos os resultados.

Boa parte das vezes, esquecemos de considerar as dificuldades, os imponderáveis, os esforços na superação.

O resultado é, obviamente, importante, mais ainda é o processo, o percurso, a viagem, as pessoas que se juntaram num caminho.

Chegar a um ponto, a um destino, é consequência da junção, da cooperação, da participação, do apoio, dos suportes. E essa composição, além de inestimável, é legado, deixado, para ser, qualquer dia, qualquer hora, encontrado, acessado e aproveitado.


Eu queria escrever algo sobre encontro, caminho, tempo, experiência, superação e resultado. Até rabisquei algumas palavras, mas…

É mais importante agradecer a vocês, membros do projeto, por acolher o meu embarque nessa viagem, a todos muito obrigado.


Na maioria das vezes as pessoas não deviam dizer o que pensam, ou acham que pensam, pois se pararem para para pensar, realmente, podem concluir que não era exatamente o que pensavam e, pior, que não pensaram antes de dizer.


Estranha/estranho, desconhecida/desconhecido sempre assina a primeira identidade de um amar, de uma amizade.


A justiça sempre será assinará uma sentença justa para alguém e ao contrário também.








segunda-feira, 15 de maio de 2023

Parte das pessoas questionam: será que vai dar certo?


Não estão erradas, mas já parou para pensar?

Enquanto está dando, certo ou não, não está errado…

E, mesmo que não aparente, só no final da vida é que não pode dar, errado, certo, sei lá…só há dúvidas…


Somos imperfeitos porque só aprendemos com seres humanos, imperfeitos.

Se um dia deparassemos, se houvesse, com um ser perfeito, procurariamos nele, e achariamos, algo que não achamos perfeito.

Amo a imperfeição, com ela muito aprendo, mas também procuro observar a natureza, é a natureza do meu ser.


Ninguém quer o seu amor, só o seu, ama o seu amor.


Estava lembrando, embora desde bem pequeno convivesse com cães, Joli e veludo, da avó Creuza e da minha madrinha Silvia, aliás o Joli cuidava de mim desse bebê...ficava perto o tempo todo, e acho que gostava tanto dele .... Aliás, uma vez minha mãe me pegou com côco dele nas mãos e na minha boca .. convivesse com os inúmeros gatos, gansos, patos, até um tatú, do vô Pedro...o meu primeiro contato com a estimação, com algo de estimação, foi com um pé de abóbora...que eu cuidava, olhava, esperava as abóboras nascerem ... O primeiro meu, não era bicho, mas planta de estimação...

Estranho eu né???

A imortalidade - é o grande legado.


As vezes é incompreensível como o ser humano existe e persiste na Terra.

Apesar de todos os perigos, dos dinossauros, dos frios glaciais, do árido e insuportavelmente quente calor o ser humano existe.

Apesar de tantas tragédias, tantas pragas, pestes, fome e miséria a gente ainda existe.

A gente ainda existe por perceber a memória permitir o ser vivo.

E, como num passe de mágica, percebeu que pegadas podiam ser apagadas… e num passe de mágica inventa formas de registrar, criar artifícios para preservar memórias, naturais, artificiais.

Às vezes me questiono sobre o medo dessa tal de inteligência artificial, também tenho meus temores, mas recorro a quando inventaram a escrita, antes já registravam essa memória em desenhos, pinturas, arte, registros rupestres…

Imagina o medo que despertou em outros seres humanos???

É a memória a chave que abre portas e janelas que aparecem, vence obstáculos e conserva o ser humano, por enquanto, na Terra.

Ao registrar a sua memória o ser humano ganha outra dimensão, a imaterial por meios materiais.

Por meios artificiais se projeta ao natural.

É essa memória, acumulada, transmitida, aperfeiçoada que transporta pensamentos, experiências, conhecimento de um ponto a outro, em sintonia com o tempo.

É verdade que recuos são feitos, para adequar passos, ritmos, para compreender, mas nunca é preciso voltar a um zero, a um nada, a um espaço vazio. E assim caminha a humanidade, a partir desse ponto que o outro deixou.

Mesmo com tempo de vida limitado, uma vida curta, todo ser humano deixa a sua contribuição, escrita, falada, registrada em algum algo…e quando a vida acaba ele, de certa forma, permanece …as ideias, as ações, seus vestígios, suas pistas, sua pegada registrada, conservada, na sua obra pode ser encontrada e assim alguém partir desse ponto, do seu ponto, sem precisar começar tudo de novo, outra vez…começa a sua caminhada de uma tarefa, a partir da caminhada do outro, já realizada, marcada, e prossegue em constante progressão.

A memória, registrada em pau, pedra, papel, mídias, HDs, materiais ou na oralidade faz o ser humano mortal se tornar uma espécie de "deus" e ingressar na eternidade, não morrer jamais e, obviamente, possuir e ser possuído pela imortalidade.



domingo, 14 de maio de 2023

 O que sinto talvez, algum momento, seja sentido.

Escrevo o que sinto, talvez para alguém se faça sentido.


Só faz sentido o que se sente

Para ser sentido é preciso sentir.

Sentir faz sentido.

domingo, 30 de abril de 2023

 Viver é seguir o seu caminho, e por mais que pareça nunca está sozinho.

Na caminhada, da vida, a gente encontra gente que também segue o seu, 

Elas nos encontram e nós a encontramos, os caminhos se cruzam, se confundem, mas não se fundem, são exclusivos, únicos e cada um pertence só a si.

Essas pessoas, que ao seguirem pelas suas vidas atravessam, cruzam, entram, se fundem e se confundem com a nossa, nos faz companhia, trazem tristezas e muitas alegrias, são as responsáveis por fazer sentido caminhar mesmo quando achamos estar perdidos.

As vezes elas se afastam ou deixam de estar, essas ultimas completaram o seu caminho, todas sempre farão parte da nossa jornada, da nossa história, do nosso desenvolvimento como ser humano, pelo menos enquanto o destino desse caminho não chegar.

E mesmo quando chegar e parecer o final, algum caminho irá cruzar com o seu.

Como lembrança, como saudade, como curiosidade, como memória, com um sopro de vida.

Somos plantas de sementes de outras pessoas, somos as energias do lugar, os recursos, as substâncias encontradas no planeta Terra nos alimenta.

Somos recursos e substancias do planeta Terra.

Nenhuma energia pode ser criada ou destruída.  

É, talvez seja assim e o nosso caminho parece que nunca chega ao fim, apenas se transforma.

domingo, 23 de abril de 2023


O diferencial está no comportamento, no gesto, na atitude. Pode parecer pouco, e é, mas, reconhecer a infalibilidade, o erro, demonstrar respeito, a necessidade de aprender que é humana. Nada mais especial que ser semelhante, ser comum.


Os preconceitos, os racismos, devido aos perigosos antecedentes, precedentes, os "estruturais", são chagas, pragas nocivas, asquerosas, delicadas. Faz possível ofender o outro sem perceber e o outro se sentir ofendido, com toda razão, mesmo ofender não fosse quisto. É preciso estudar, se estudar, analisar o que está acontecendo para encontrar explicações, respostas e solução humana. A situação é delicada, perigosa, complexa, pessoas já foram compreendidas como racistas por simplesmente oferecer uma fruta e, infelizmente, isso não é um absurdo. Por séculos comportamentos depreciativos, desumanos, desrespeitos foram naturalizados, não é possível desnaturaliza-los facilmente, mas vamos aprender, descobrir, reconhecer o que doi e o que faz doer. Precisamos ter atenção, tomar cuidado, cuidar e jamais esquecer não bastar ser sem querer. Sem querer também machuca, prejudica, fere, mata. É melhor por querer, querer ajudar, querer respeitar, querer compreender, querer desnaturalizar o que nunca foi natural, querer bem, querer amar.

Sem querer também machuca o ser.

Sem querer também faz sofrer.

Sem querer também pode matar.

Se for pra ser sem querer, experimente pensar, sorrir, respeitar, amar…mesmo sem querer…

Não é legal e não basta pedir desculpa, não tira, a culpa permanece, assim como a dor, o desamor.

terça-feira, 18 de abril de 2023

As vezes dizem, é só um sonho!

Mas, nunca é pouco, apenas, só.

Se sonha por algo ou, mais bem, por alguém.

Sonhar realiza o antes do acontecer.

Espera da lua no anoitecer

O sol, só esse sim, ao amanhecer.

Sonho se vive e faz viver

Se não se realizar, outro virá 

Jamais é só ou é só!

Sonho é sempre muito mais.

A gente morre muito quando o amor não quer amar,

Fica só, quando fecha os olhos e não vem um sonho pra sonhar.



 

domingo, 16 de abril de 2023

Seres humanos são recipientes, de formatos diferentes, feitos com o mesmo material.

Embora possam receber, hipoteticamente, conteúdos iguais o resultado não é previsível e será, naturalmente, diverso mesmo, hipoteticamente, submetidos as mesmas condições de temperatura e pressão.

Os resultados, igualmente serão diversos quando enchidos com conteúdo diferente, no máximo serão semelhantes, similares.

A sua forma, única, sempre define e redefine o resultado como conteúdo único.

As pessoas se transformam, continuamente, assim como o conteúdo, devido as diversas possibilidades de assimilação, adaptação e distribuição de efeitos.

O conteúdo é único, nem sempre, mas a forma como se transmite e como é absorvido, selecionado, acumulado, acomodado nas diferentes fases da transformação da forma, determinam as distinções.

Experiente fazer um bolo numa forma redonda nova, com meio uso e, finalmente muito usada, quase acabada, os sabores, odores, serão diferentes.

Experimente fazer uma mesma receita numa frigideira, numa panela, num bule, novos, usados, velhos, em temperaturas e pressão diferentes.

E, nessa experiência não se considera outros materiais ou matéria, imagina quando é considerado o ser único, exclusivo, chamado gente?

Embora hajam padrões, sempre haverá interpretação, compreensão, assimilação e projeções.

Cada um, embora existam interseções, transforma o que vê, lê, identifica, entende, toca, sensibiliza, agrada, precisa, na sua própria versão que, com o passar do tempo, da sua maturidade, regeneração, degradação, sensibilidade, emoção, compreensão pode ser mudada.

É muito possível, provável, por sermos seres em eterna mutação, mudarmos de opinião, observar de novas expectativas.

Seres humanos são recipientes, são conteúdo, em constante resignificação.


A gente nunca sabe o que dizer, menos ainda o que o outro quer ou precisa ouvir, escutar, ler, saber. Por isso simplesmente diz, na pretensão de sintonizar emissor e receptor.

A gente quase nunca sabe, nem vai saber, o que dizer, arrisca e as vezes obtém sucesso. O ser humano é mobile, átomo em órbita, em movimento…

A melhor hora, o melhor momento, pode e não pode ser agora, quando é ninguém sabe nem vai saber.


O que eu preciso não posso pedir, ninguém pode dar.

O que é preciso, não precisa ganhar, mas receber, retribuir, compartilhar.

Acontece…


A vida é movimento, mas principalmente transição…


Os "homens bons" empurram no público todo rebotalho da privada.