sexta-feira, 25 de agosto de 2023

A gente precisa compreender que só existe eu se existir você.

O outro não é só fundamental, é referência, é parte vital.

Sem o outro não há vida, nem sonhos desejos, não existe chegada, caminho, e partida. Não existe beijo, não dá para se abraçar, e quando a gente se toca não provoca descargas intensas, nem os excelentes curtos circuitos.

Tudo perde a cor, o tom, a medida, o sabor.

Sem o outro talvez se possa odiar, o fato de estar sozinho, por não ter ninguém para amar.

A gente não pode nunca esquecer, que o encontro de outro com outra, ou de outra com outro, é que faz nascer.

É tão ridículo o que a vida faz com a gente, o que faz o capitalismo.

Nos ensina egoísmo, a assumir compromissos capitalizados, a vender o tempo, a vida, a adiar o prazer, a só pensar na gente, nos nossos problemas, e deixar de viver o encontro, o convívio, coloca os seres humanos em segundo plano para, dizem, sobreviver…

Primeiro vem o dinheiro, a vontade de quem nos paga, só depois pensamos e damos atenção as pessoas, ao outro que nos faz viver…

Marx tem razão…

Segundo a minha teoria o altruísmo é egoísta, o ser humano não se importa em fazer o bem, talvez em não fazer mal, mas no fundo ele quer sentir prazer…sente prazer em ajudar, em abrir mão, em ser generoso, e quando isso faz, no fundo pensa mais em si…que no outro.

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