A gente precisa compreender que o eu só existe porque você existe, que só existe eu se existir você.
O outro não é só fundamental, é referência, é parte vital.
Sem o outro não há vida, nem sonhos desejos, não existe chegada, caminho, e partida.
Não existe beijo, não dá para abraçar, é possível enxergar, mas é tão difícil se ver, se olhar.
E quando a gente se toca, descargas tão intensas não provoca, nem os excelentes curtos circuitos que o outro foi feito para fazer.
Tudo perde a cor, o tom, a medida, o sabor.
Sem o outro talvez se possa odiar, mais ainda o fato de estar sozinho, por não ter ninguém para amar.
A gente não pode nunca esquecer, que o encontro de outro com outra, ou de outra com outro, é que faz nascer.
É tão ridículo o que a vida faz com a gente, o que faz o capitalismo.
Nos ensina egoísmo, a assumir compromissos capitalizados, a vender o tempo, a vida, a adiar o prazer.
A gente só pensar na gente, nos nossos problemas, e deixar de viver encontros, convívios, coloca os seres humanos num plano secundário, para, dizem, sobreviver…
Primeiro vem o dinheiro, a primazia da vontade de quem nos paga, um fazer para receber, dinheiro, só depois pensamos e voltamos atenção a pessoas, ao outro, a quem nos faz viver…
Marx tem razão…
Segundo a minha teoria o altruísmo é egoísta, o ser humano não se importa em fazer o bem.
Em não fazer mal, pode ser, mas no fundo ele gosta, quer e precisa sentir prazer…sente prazer em ajudar, em abrir mão, em ser generoso, e quando isso faz, em primeiro lugar, lá no fundo acaba pensado primeiramente, mais, em si…que em qualquer outro.
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