sexta-feira, 18 de agosto de 2023

A gente precisa compreender que o eu só existe porque você existe, que só existe eu se existir você.

outro não é só fundamental, é referência, é parte vital.

Sem o outro não há vida, nem sonhos desejos, não existe chegada, caminho, e partida.

Não existe beijo, não dá para abraçar, é possível enxergar, mas é tão difícil se ver, se olhar.

E quando a gente se toca, descargas tão intensas não provoca, nem os excelentes curtos circuitos que o outro foi feito para fazer.

Tudo perde a cor, o tom, a medida, o sabor.

Sem o outro talvez se possa odiar, mais ainda o fato de estar sozinho, por não ter ninguém para amar.

A gente não pode nunca esquecer, que o encontro de outro com outra, ou de outra com outro, é que faz nascer.

É tão ridículo o que a vida faz com a gente, o que faz o capitalismo.

Nos ensina egoísmo, a assumir compromissos capitalizados, a vender o tempo, a vida, a adiar o prazer.

A gente só pensar na gente, nos nossos problemas, e deixar de viver encontros, convívios, coloca os seres humanos num plano secundário, para, dizem, sobreviver…

Primeiro vem o dinheiro, a primazia da vontade de quem nos paga, um fazer para receber, dinheiro, só depois pensamos e voltamos atenção a pessoas, ao outro, a quem nos faz viver…

Marx tem razão…

Segundo a minha teoria o altruísmo é egoísta, o ser humano não se importa em fazer o bem.

Em não fazer mal, pode ser, mas no fundo ele gosta, quer e precisa sentir prazer…sente prazer em ajudar, em abrir mão, em ser generoso, e quando isso faz, em primeiro lugar, lá no fundo acaba pensado primeiramente, mais, em si…que em qualquer outro.

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