Estranho, assim como a ignorância e o exótico, é filho da distância.
O familiar, por sua vez é legítima cria da proximidade.
De perto, diariamente, o diverso nas suas diversas formas naturais, aromas, sabores e cores adquirem DNA, sangue, ganham identidade, pertencimento.
O comum, o próximo, o familiar, nasce do cruzamento de perto com diariamente.
O exótico, o estranho, o diferente, o outsider, é resultado acentuado pelo raramente, que não é frequente.
De perto é mais fácil ver as diferenças, mas também com elas acostumar, aceitar, conhecê-las e ao reconhecer cada dia ser mais difícil percebê-las, por isso misturam-se e compreendidas como semelhanças são.
Mas, mesmo improvável, uma vez não percebidas em razão de viver com ou com viver, conviver, elas passam a fazer parte.
Ou parte fazer…
Todo mundo é diferente, e isso faz todo um ser especial.
Tem tanta coisa em comum em todo um, as diferenças mais que comuns são fundamentais, faz cada ser ser único, ser original.
Na realidade o ser não é diferente, é estranho, é diverso, por certo ninguém é comum, incomum é ser desigual.
O natural não é igual.
Todo ser para ser precisa do outro ser, para se viver o outro precisa encontrar o outro…
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