Com o passar do tempo a gente acha que a memória da gente fica prejudicada. Faz sentido, pode ser, mas também pode ser que não seja, verdade.
Acho que a gente nunca deixa de se encher, de captar, receber, conhecer e assimilar informações, absorver energias, catalisar sentimentos, amar amores. Com o tempo acho que a gente acumula, empilha, guarda tanta coisa nesse repositório que - a velocidade de processamento continua a mesma só não podemos fazer upgrade do hardware, do software alguns de nós até faz - tem tanto guardado e naturalmente fica mais difícil de acessar. Mas, tá nos guardados, nada importante perde a importância, perde valor, tal qual quem a gente ama será e estará sempre indicado no escaninho do amor. Não se sabe ao certo o tempo, que em meio a tantas valências, valores, bens, sentimentos, experiências, sensações e quinquilharias se levará para encontrar. Nem mesmo se ainda teremos tempo, mais um pouquinho de tempo para revirar as pilhas, os lotes, as gavetas, os embrulhos que fazemos vivendo, convivendo, conhecendo, compartilhando e reconhecendo. Mas enquanto esse tempo der um tempo, que nos permita procurar, com certeza vamos achar o que de tão especial só pode ficar, ser e estar no lugar mais especial da gente, de gente guardar.
E por falar em lembrança, em coisa de lembrar, que é sucessivamente coisa ativada pelo ato de amar e, naturalmente, impossível esquecer...
Para o João...
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