Sensação estranha, de coisa ruim.
Algo faz mal, gosto amargo,
sem sal.
Tenho medo quando sinto essas coisas…
Não vai ser bom pra mim….
Pra ser sincero o coração tá apertado.
Tô meio angustiado, desconfortável, confuso, com dúvidas, sem ânimo, meio perdido, acho sobrar uma coisa de trauma em mim.
Espero que as sensações nebulosas passem, seja mais uma experiência boa, positiva e ajude a amenizar dores que não param de doer.
Engraçado como o passado a cada dia chega mais rápido. Em consequência o presente, também o futuro, são tão efêmeros. A velocidade acelerada da vida, conforme a dinâmica social, torna o passado cada vez mais precoce.
O micro é movimentado pelo macro em função da globalização, do "globalismo", de um ritmo de transformação que segue um padrão mundial integrado, simultâneo, sinergizado…
Não há tempo para esperar, refletir, absorver, assimilar, o que acontece em algum lança efeitos imediatos no outro lugar.
Os ajustes, sem aperfeiçoamento, ocorrem progressivamente junto as mudanças, as modificações.
O relógio conta o tempo mais rápido, as mentalidades o fazem, sem tempo para amadurecer.
Aceleradas as necessidades as experiências são efetuadas instantaneamente sem tempo para resultados.
Não apenas experimentamos, também somos cobaias, somos experimentados, somos resultados.
O que nos tentou ensinar a pandemia, e as guerras nos faz perceber, observar, reconhecer?
Que o mundo, a sociedade global, não está preparada para as emergências.
Se por um lado precisamos de estoques, ter reservas, de recursos materiais, financeiros e técnicos. Por outro, tudo isso está disponível no mundo, infindáveis recursos, reservas ilimitadas, mas desperdiçamos, destruímos, desprezamos.
A visão míope, a ganância, a ignorância não permitem perceber, observar, entender que enquanto centramos esforços no pouco, no reconhecido, no aquilatado, condenamos o muito, o abundante, as fontes que ainda não descobrimos, que ainda não conhecemos.
O capitalismo, há tempos, limita as mentalidades a pensar, a desenvolver outras formas de ser e de estar, por cobrar sempre um preço, e precisarmos poder pagar.
Se faz necessário parar, fazer experiências, desenvolver opções, outros sistemas, mecanismos, solidariedades, suportes para a humanidade poder se suportar.
Pois tu é natural que seja, mas é algo mais... não tem mais essa coisa de homem...
Registrar é conservar um momento especial, guardar no único lugar digno esse intervalo de tempo, essa experiência, esse vívido, na memória...
Quem visita essa viagem não sabe detectar exatamente quais valores o viajante viu, experimentou e achou preciso "guardar", mas a partir da sua própria viagem pode descobrir ou até mesmo detectar outros conteúdos invisíveis ao primeiro viajador…
O Registro é como um mar que pede o navegar, o velejar…
O mar uma grande tela em que nós devemos pintar...
Quantos registros foram produzidos?
Quantos foram encontrados, descobertos, revelados?
E, quantos estão escondidos ou se perderam, foram destruídos, perdidos na poeira do tempo?
Feliz ou infelizmente, acho que nada se guarda para sempre...
Acho, por isso registros nunca serem demais. É preciso registrar o que se vive, o que se aprende, o que se descobre, o que a gente nem sabe o motivo, mas pode a qualquer momento fazer parte de uma memória a significar para ser significado.
Memória é aquilo que resiste a ação degradante do tempo. Memória é o que a gente insiste lembrar e esquece o esquecimento.
São as marcas do vivido que insistem...resiste...gravada .. no pensamento...
Em todo mar tem Rio…
Geleiras andinas diminuíram 42%...
Garimpo…
Expansão urbana, esgotos, lixos, falta de tratamento…
Industrialização…
Desmatamento
Imprevisibilidade previsível...ou vice versa…
Mais de 50% da degradação, desmatamento, poluição, advém de atividades ilegais...isso preocupa. Porém, é ainda mais preocupante saber que quase 50% de atividades legais…
Insustentabilidade...
Nem tudo que é legal é moral, é ético, é justo...
Flutuamos num mar de foi e será.
Seres flutuantes no mar, na atmosfera, na passagem do foi para o será.
Passageiros da viagem no tempo em contante movimento de um foi para um será…
O é não existe, não existe presente, acabou de passar e passará. .
O presente só existe no passado…
Imagens modernistas…
Fontes são respostas silenciosas para as perguntas barulhentas…
Flutuamos sobre um fluxo constante do será para o foi…
Sentido futuro para passado…
O presente é uma convenção, só existe presente por instantes, um intervalo, entre o futuro e o passado.
Presente é uma fotografia da passagem do futuro para o passado.
Registro se torna forte, uma vez descoberto, suas respostas são alvos de perguntas…
Suas potenciais respostas, conteúdos, retratos...
Suas propriedades e capacidades…
Todas as respostas estão dispostas, são dadas, disponíveis, dependentes do ato de perguntar…
Os registros, tomados como fontes, só podem responder as perguntas que forem feitas ... diante disso, respondem qualquer coisa… até que o azul é amarelo...
Gosto de você por perto acalma meu coração vem me ensinar da vida...
Meu querer bem, meu bem querer…
Tem coisas que agora é sempre a melhor hora de dizer, a gente só tem o tempo que tem depois disso pode não ter como fazer...pelo não, pelo sim, pelo talvez, por ser o tempo certo... amo você.
Se passado é tudo aquilo já vivido, futuro é o que virá e, o futuro, acabou de passar, aonde está o presente?
Podemos dizer, com muito boa vontade, o presente flutuar sobre, como enseja Koselleck, o futuro passado…
O presente só existe por convenção… por esse acordo entre as mentalidades, para tentar controlar o tempo, quando começa o passado e termina o futuro?
Seria algum exagero dizer que o presente não existe?
Entre a futura memória e a memória pretérita seu lugar é a recente?
O presente só existe na memória...um milionésimo de segundo já é passado e um minuto possui vários futuros, diversos passados.
O tempo que leva é o mesmo que traz…
As fontes podem falar, até gritar, mas elas gostam mesmo é dar respostas...
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