sábado, 11 de junho de 2022

Procuro a cor...desbotou...perdeu a cor ...

Procuro a flor...que desbotou...perdeu a cor ..

Ser, só...

Só, ser...

Um ser só...

Só um ser ...

...para algumas dores a distância é um grande remédio... quando não convive, não vê, não está na cadeia de dependência direta, parece ficar menos sensível...parece doer menos...

Não que caia no esquecimento, mas não está ao alcance do abraço que abraça...

A distância, para quem tá na gente, pode não fazer esquecer, mas disfarça as intensidades do lembrar...

... não é o tempo, injustamente responsabilizado, mas a distância que alivia as dores...ou é também…

As vezes acho que é, meia, verdade aquele ditado popular: o que os olhos não vê o coração...   Até sente, mas não sente do mesmo jeito, é mais ameno, cai noutra atmosfera e não na conta do olhar...

Não está ao alcance do instante alcançável...

A gente só alcança o resto que resta na memória, parece interromper, não dá encadeamento, não mais escrever a história...

... não está sozinho, mas deixa de caminhar junto, não se ritima mais ao compasso dos outros passos…

Afastar, pode ser uma forma de cuidar, de demonstrar afeto, de não deixar doer quem se quer bem, de amar...


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