terça-feira, 28 de junho de 2022

 Quando a gente olha para a outra, pessoa, sempre pede dela o que a gente quer pra gente, o que acha ser conveniente, o que sente dela querer.

Poucas vezes a gente se pergunta o que ela quer da gente, como podemos ajuda-la, a ser menos triste, mais alegre, o que a gente pode dar, pode poder.

Não quero mudar ninguém, apenas descobrir o que posso fazer pra não fazer mal, até, se puder, fazer bem.


Todas as vezes quero falar, dizer, ser sincero, mas sinto não ter muito para dar, mais ainda, desconfio poder tirar, tirar a energia, o bom humor, a alegria, de algum modo fazer mal.

Por isso, para não gerar mal estar, falando dos meus fracassos, decepções, angústias, tristezas, dores, prefiro silenciar, limitar, calar.

Tenho a sensação de se não posso fazer bem, contribuir, tenho nada a fazer.

Não quero tirar, ou acrescentar o indesejável, desconfortável... enfim.

Acho que se só apresentar problemas, deficiências, fraquezas, vai se afastar de mim.

Ao mesmo tempo, sinto em silêncio, distante, isso também acontecer.

Mesmo assim, prefiro sofrer sozinho, chorar sozinho, ficar vazio, sentir falta, a provocar algum mal em quem só quero o bem, preciso, respeito, admiro, amo.

Peço desculpas, mas se não posso fazer sorrir, tento, acho, evitar fazer chorar.

Tem certas coisas que não se podem dizer...renunciar, calar, guardar pra si um sentimento, também é uma forma de amar...



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