segunda-feira, 2 de maio de 2022

 Poesia é a forma mais pura, espontânea, honesta de expor o sentimento.

Poesia é uma coisa que não é mentira, que não é verdade.

Acontece.

Não segue regras, não marca compromissos, tem até a sua própria liberdade.

Promete.

Poesia é o sentimento na dimensão da impoluta versão, descreve com palavras o sentimento que sente o coração, que bate…

...e bate como tambor.

Não existe poesia boa, não existe poesia ruim, certa, errada…na realidade o que existe é poesia, de cada instante, de certo momento, para um amor, para uma amizade, uma determinada pessoa, para todas as pessoas, e também para ninguém.


não importa a qualidade, poesia é simplesmente sinceridade…


Simplicidade

Espontaneidade

Pura

Sentimento


Provavelmente, é melhor calar quando achar que não tem nada de bom para dar, dividir, compartilhar.

Quando não se tem nada de bom a escrever, a dizer, a falar, é prudente calar.

Apesar do silêncio não poder preservar o bem estar, tem grande potencial de não aumentar sentimentos ruins.

O silêncio pode não ajudar, mas com mais frequência não causa desconfortos, mal entendidos, tristezas, decepções.

O silêncio não diz mentiras, mas também não entrega verdades, não é sínico, também não é sinceridade, ao contrário de não dizer nada faz reverberar muitos sons de achos, só revela o sentimento que é possível conter, aquele que grita e diz sem dizer, impossível esconder, querendo ou não querendo, sem querer.

Em suma, quando tudo que se tem é nada a dizer, ou o que todos estão cansados de saber, por não dar para esconder, ainda o que ninguém precisa ou quer escutar, ler, melhor é calar ao qualquer coisa falar.


Eu sou uma história que acabou. 

Eu sou uma história sem graça que não precisa contar.

Eu sou uma história que foi, que era e não  será.

Uma história que chega ao fim, no máximo preste a acabar.

Depois de deixar de ser quem eu sou, ninguém nunca mais vai lembrar.

Sou uma história que se contou e nunca alguém contará.

As histórias só são histórias se algum dia for possível contar… a história continua até ser possível lembrar.

Acessar, ter registro, relatar, reproduzir…

A história que se esqueceu, esquecível, difícil de lembrar…

Que existiu, mas em breve não existirá…

A história só existe se for possível conjugar o existirá...resiste…

Ninguém precisa entender, se esforçar, pra esquecer, nem lembrar, não dá para explicar...nem preciso foi, é ou será.

Só um ser, só um estar…


Sei que é difícil entender, mas se esforce para compreender quem compreende sempre estar no resto das vidas, e assim, no resto que resta das suas vidas...sendo sempre o resto que sobra. Só, resto.


A primavera de Platão…


Descobre que a sua vida não vive.

Provavelmente, que a sua morte não morre.

Que a vida morre, todo dia morre um pouquinho, e não consegue matar so uma vez essa morte que lentamente te mata, segue, prossegue, continua e aos poucos vai te matando, mata e matará antes do final, de a hora definitiva, de matar, chegar… sabe o que é morrer, o que é já estar morto antes da morte matar?

Uma vida que termina dez minutos antes do fim…

Uma vida que começa dez minutos depois de acabar...



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