Há, houve, haverá, em algum momento, pausado o esquecimento, um momento para lembrar.
Para não cair na lama e desaparecer, antes de não ter mais tempo.
E se cair, por um momento, poder resgatar, de certo modo encontrar.
Antes que se perca, que se ache perdido.
Há, houve, haverá, na poeira do tempo, na sombra, na noite, no escuro, um facho, um halo, um brilho, um raio, uma luz.
Há um foi, um é, um será.
Uma emoção, um sinal, um sentimento.
Para em algum momento lembrar...acordar, despertar, adormecer.
Há um ser, um amanhecer, um acontecer, um acontecerá.
Pode não ser com quem se espera, com quem se desespera, com quem hoje se ama, mas com quem irá no amanhã amar.
Há um susurro, há uma fala, há um grito a gritar.
Há, houve ou haverá.
Um sonho distante, uma próxima realidade, um lugar.
Uma fuga…
Lágrimas, sorrisos, tristezas, alegrias, até gotas de felicidade.
Brancos, rosas, violetas, pretos, amarelos, caramelos, azuis, doces, amargos, azedo, salgados. O ardido, o cheiro, o aroma, o fedor, o perfume.
O sabor, a cor, a dor, o prazer, o amor.
O amortecedor.
Há, houve, haverá.
Tardes, dias, noites, madrugadas.
Cabelos, pêlos, púbis, ânus.
Mentiras, sonhos, fantasia, ilusão, miragem, milagres, o que tem e não explicação.
Haverá, houve, há.
Há, haverá, houve.
Houve, há, haverá.
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