Existem, mas você conhece alguém especial além das fronteiras da sua casa, da sua família?
Como questiona uma piada antiga, já viu um enterro de anão?
Provavelmente não, falta integração, falta convivência, falta estar perto e a distância, esse desconhecimento dificulta ou impede o conhecimento, o reconhecimento, cimentar trocas, relações, reciprocidade, amizade, amor. Fazer o estranho se tornar familiar, se tornar uma grande família.
De fato são especiais, e mesmo sendo especiais eu não os conheço, pois colocam distantes dos, teoricamente, somos normais.
Mas, você conhece, se relaciona com deficientes?
Sim, certamente, ninguém é completamente eficiente, logo, em algo deficiente. A maior de todas as deficiências ocorre pelo desconhecimento, pela ignorância, pela distância que dificulta eu ver, ouvir, tocar, sentir, cheirar, provar o outro, que com razão, identifica facilmente essa deficiência e impede que todos sejam mais especiais.
Enquanto formos distantes seremos somente normais, precisamos de proximidade para aprender o que nos foi impedido ou negado.
Precisamos estar juntos, conviver, para descobrir e saber que os especiais são tão normais quanto os normais com tratamentos especiais.
As chaves que libertam da ignorância precisam aproximar, ficar perto, tocar, ser abrigada na fechadura, girar, abrir a porta, para deixar a mentalidade aprisionada sair, entrar, circular, envolver, flutuar.
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