Depois de escolher, na busca do acontecer, teóricamente se encerra uma probabilidade, não a possibilidade, mas quase nunca se tem a ciência, a consciência, disso.
Escolher está em ir, seguir e não esperar. Não é acerto ou erro, tão somente uma decisão apressada, urgente ou emergencial de chegar a algum lugar. Ou, mais bem, sair do lugar onde está. Quando se escolhe, quando se decide, quando sair se faz necessário, na verdade não se está mais no lugar onde acham estar. Há tempos já saiu, há tempos desistiu, há tempos não mais acredita, não pode mais esperar.
É difícil seguir e saber que não é possível voltar. Deixar o que faz ser e acredita por não ter certeza se deixou de acreditar.
Por mais que longínqua, distante, fraca, improvável, sempre sobra uma infima esperança de que vale a pena esperar. Que ainda pode acontecer o que vai fazer acontecer o que sempre fez esperar e acreditar.
Nunca se terá certeza, mas se certeza tivesse não precisaria acreditar em nada, muito menos esperar.
Não se esforce para entender, não é provável.
Tá confuso, meio louco, mas é impossível fazer entender o que não se entende. Na realidade nunca foi para entender, mas escolher entre esperar a esperança e acreditar ou não mais acreditar na esperança esperar.
Ninguém quer ir, mas vai e irá.
É melhor esperar até ir ou ir quando, acredita, não conseguir, não poder, mais esperar?
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