Memoria é caixa de guardar.
Guarda da trajetória, do percurso, as historias escritas, as descobertas realizadas, as experiências e aprendizados.
Mais que tudo, guarda sentimentos, importâncias, valências, valores, emoções vividas, experimentadas.
A memoria é caixa registradora, registra sensações boas e ruins, mas principalmente as ótimas.
Essas ótimas, que realizam, dão prazer, provocam orgasmos, adentram sem esforço o repositório e nunca, nunca mais são esquecidas, mas lembradas, vividas, sentidas, eternizadas.
De todas a que fica, finca, é cravada e se inscreve no ser e se preserva viva, faz viver se chama amor.
Mas o que é viver?
Precisamos perguntar mais, o que é vida?
De certo, não tem uma resposta, nem só uma, mas algumas, a pensar nessa fabrica de motivos.
Viver é ter motivos...
sim, eu te amo, acho que todo mundo precisa de amor, de mais amor...de sorrir, sentir prazer, mesmo que mínimo, mesmo que rápido, efêmero.
E a gente só quer prazer, até quando retribui sente prazer.
Enfim, prazer faz aparecer sorrisos, faz bem, em qualquer hora e qualquer lugar.
Prazer é encontrar e sentir o sentido, uma realização...foda que o prazer dura tão pouco, e exige muito movimento, muito esforço.
Viver talvez seja isso, uma busca incessante, movimentos, para sentir prazer.
E, a gente nunca para de se mover, mesmo quando morre alimenta movimento, ações e reações, se transforma em outra energia, se transfere....
A gente vira, húmus, alimenta eucariontes, procariontes, protozoários, uni, pluricelulares...vira outra coisa, se transforma em gás, faz parte do ar e continua em movimento.
É ótimo ter a certeza de que alguém nos ama, né?
Porra, e eu amo um monte de gente, por motivos iguais e diferentes, gente que se movimenta e que não vejo mais mas se movem, são movimento e me movem.
É ótimo amar, sentir esse sentimento tão confuso, inexplicável, mas amor não se explica, se ama, se vive, se preserva, mesmo sem querer, na caixa de guardar o não esquecer e lembrar amar.
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