Solidão sozinho não é vida, também não é morrer, é desviver.
Ser sozinho não vive, não conta e escreve histórias, só, passa, o tempo.
Na solidão, a saudade, a lembrança, a memória, doente, alimento.
E alimento que sem se alimentar definha, degenera, esgota, deslembra, até esquecer.
Não, não faz rima, não dá pra rimar essa tristeza com essa solidão.
Não, não dá pra viver só e de sonhos, sem cremes, sem crimes, sem movimentos.
Não, não dá pra viver só e da ilusão.
Do querer.
De sorrisos em vão e alegres que se vão e não mais voltarão.
Não dá para esperar a esperança perdida vagar pelas ruas, olhar a lua, sem se encontrar.
Não pode reencontrar se encontro não há.
Se não encontra, não pode se e nem achar.
Só não encontra ninguém, muito menos o querer, o bem querer, o bem, o bem amar.
Só não se morre, mas também não se desmorre, não se vive, se desvive todo dia também.
Anacoluto.
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