Há dias que eu não acordo.
Pra ser honesto, no tempo da honestidade funesta, sádica, desonesta, há anos que eu não.
Acordo e não desperto, levanto e não acordo.
Ver, vendo, mais passado, passando, engolindo o futuro, que morre.
A morte do passado é doença presente a matar o que vinha vindo.
A gente, daqui de dentro, vendo a vida morrer lá fora e não fazendo nada.
Inerte, é sobre vida, ver ganancia, honestidade desonesta, psicótica, psicopatética, ignorante matar até a morte.
Não chora mais como chorava, de tanto chorar a lágrima acaba cansada,
de tanto morrer alguém esse alguém é só mais alguém antes de mim depois de esse fim.
Acabou a carne, acabou o carnaval.
Vai ser muito difícil reaprender a viver com gente perto da gente depois de todo dia morrer sozinho.
Acordar é preciso, viver não, mas é preciso...
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