segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

 Boa parte das pessoas questionam: será que vai dar certo?


Não estão erradas, mas já parou para pensar?

Enquanto está dando, certo ou não, não está errado…

E, mesmo que não aparente, só no final da vida é que não pode dar, errado, certo, sei lá…só há dúvidas…



Seres humanos são recipientes, de formatos diferentes, feitos de gente, do mesmo material.

Embora possam receber, hipoteticamente, conteúdo igual o resultado nunca é previsível e será, naturalmente, diverso, mesmo, hipoteticamente, submetido às mesmas condições de temperatura e pressão.

Os resultados, igualmente, diversos, enchidos com o mesmo conteúdo, mas diferentes, serão no máximo semelhantes, similares.

A sua forma, única, sempre definirá e redefinira o resultado, o conteúdo, também exclusivo.

As pessoas se transformam, continuamente, assim como conteúdo, são feitos de transformar…às inúmeras possibilidades de assimilar, perceber, adaptar, distribuir efeitos corresponde as suas, ou de outras, expectativas.

O conteúdo não é único, nem sempre, mas a forma como se transmite e como é absorvido, selecionado, acumulado, acomodado nas diferentes camadas da transformação dão forma, determinam as distinções.

Experimente fazer bolos numa forma redonda nova, com meio uso e, finalmente noutra muito usada, quase acabada, os sabores, odores, dificilmente serão rigorosamente iguais. Podem ser parecidos, muito semelhantes, mas jamais cópias fiéis.

Experimente fazer a mesma receita numa frigideira, numa panela, num bule, novos, usados, velhos, em condições de temperaturas e pressões diferentes.

E, nessa experiência não se considera outros materiais ou matérias, sempre os mesmos ingredientes…

Imagina quando  considerado o ser único, exclusivo, chamado gente?

Embora hajam padrões, sempre haverá interpretação, compreensão, assimilação e projeções.

Cada um, embora existam interseções, transforma o que vê, lê, identifica, entende, toca, sente, agrada, precisa, na sua própria versão…que, com o passar do tempo, maturidade, regeneração ou degeneração, degradação, sensibilidade, emoção, compreensão, pode se mudar.

É muito possível, provavelmente, por sermos seres em eterna mutação, mudarmos de opinião, observar de outras perspectivas, ou simplesmente o ser não ser o mesmo, já ter mudado, pois ser é transformação.

Seres humanos são recipientes, são conteúdo, em constante processo de resignificação.


A gente nunca sabe o que dizer, menos ainda o que o outro quer ou precisa ouvir, escutar, ler, saber. Por isso simplesmente diz, na pretensão de sintonizar emissão a recepção…

A gente quase nunca sabe, nem vai saber, o que dizer, arrisca e as vezes diz o que alguém consegue entender. O ser humano é mobile, átomo em órbita, em movimento…

A melhor hora, o melhor momento, pode e não pode ser agora, quando é ninguém sabe nem vai saber.


O que eu preciso não posso pedir, ninguém pode dar.

O que é preciso, não precisa ganhar, mas receber, retribuir, compartilhar.

Acontece…


A vida é movimento, mas principalmente transição…


Os "homens bons" empurram no público todo rebotalho da privada.


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