sábado, 6 de agosto de 2022

Para variar, você é phd...Mas, tava pensando sobre o minuto de silêncio, no instante em que o silêncio nunca é só, jamais é só, e não silencia.

Nessas horas o silêncio respeita, deseja, homenageia.

Diz o que as palavras, por mais pródigas, dignas, carinhosas, parecem não conseguir tocar, alcançar, desejar, dizer.

Tem gente que a gente simplesmente não precisa, do ser exato, traduzir o sentimento que sente, a admiração que admira, a gratidão do acontecer.

Alguns seres são, sem dúvida, sobrenaturais, inoxidáveis, iluminados e generosamente sem perceber, espontaneamente, retribuem e iluminam até a gente sem luz.

E a gente nem precisa, de fato, ter a sorte de conhecer pois são seres muito mais feitos de reconhecer, de muitos montes daquilo que faz despertar sentidos, e não dá, tipo o amor, para explicar, só e juntos entender.

Por mais que palavras possam e devam ser escritas, faladas, ditas, seguindo os sentidos e a direção da emoção, na limitada e desesperada tentativa humana de tentar traduzir a dimensão do afeto, certamente elas não conseguem preencher o tamanho tão grande da tua imensidão, da tua natureza ilimitada e inalcançável feita do brilhar.

Mas Mah, como não consigo simplesmente calar, talvez, por isso, escolho um silêncio com a vocação de gritar o que tá dentro do meu peito e acho só você conseguir ouvir, escutar.

O silêncio que grita a linguagem do coração…

O silêncio é feito de várias substâncias, inclusive de sons. Ruídos retidos, vozes caladas, ecos prendidos, ...


O silêncio é a passarela...caminho, caixa...de som...


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