Ontem, passei o dia inteiro na cama, não tava inteiro, nem metade, só um pedaço, um resto de alguma coisa, sobra, saudade.
Não, não assusta, é só mais um dia, como tantos outros deitado na cama, sem vontade de dormir, sem esperança pra sonhar, sem sorriso pra sorrir, sem força para acordar, e levantar.
Se é difícil medir o tamanho de uma alegria, é possível a da tristeza?
Tudo perde a cor e não é nem cinza.
Às vezes é só saudade, noutras é ela pensamento acompanhada da falta, da ausência, do vazio, do sentir um só sentimento.
De tanta dor matei a flor.
Na verdade foi sem querer, ela se perdeu de mim por talvez eu me perder dela, parecia que só comigo ela não queria mais viver.
É tanta dor, e de tanta dor, morreu a flor que não quer sorrir no seu jardim.
Dor é coisa que a gente sente quando falta tudo que faz falta.
Não quer viver, não quer partir, não quer nada, não quer florir.
Sabe, não dá para entender, ainda menos explicar.
Como disse o poeta: se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.
Resta o quê fazer quando a gente acha que só, nasceu para chorar, que é proibido de sonhar, que o amor não sabe, não pode, não quer e nunca vai te amar?
Não digo todo dia que te amo, embora te ame todo dia o dia inteiro, porque tenho medo de você acreditar, não mais duvidar, não se importar, enjoar.
Não digo porque tenho medo de você duvidar.
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