Mas, ser lembrado, ao invés de não ser, não entrega o valor contrário de ser esquecido. Ser lembrado é diferente, pois a gente não quer só ser lembrado, quer fazer parte, quer ser importante, indispensável, quer ser medido, pesado, pensado, quer ser amado.
Em relação a memória, a patrimônio, objeto de afeto, referência, fonte e amor se faz preciso valores recíprocos, nesse sentido o contrário de esquecer não é somente lembrar, é mais, é muito mais.
Embora necessário, não ser lembrado não é suficiente. Pode até ser, em casos que o outro não tem tanto significado, não guarda tanta importância, não se olha com tanto amor. Por isso se quer não ser esquecido, nem ser lembrado, se quer ser parte, fundamental, indispensável para quem é insubstituível, é com todo amor amado.
O contrário de esquecimento, até na ideia de memória e patrimônio, não é apenas a lembrança, é muito mais, é importância, valor, reconhecimento, parte, covalência, respeito, apreço, amor.
O tempo é uma eternidade que dura enquanto a gente vive, e viver não finda com a morte do corpo, mas quando o esquecer se apaga na memória do outro, dos muitos outros.
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