Não é só aceitação e negação, não é só algoritmo, não é logico, não é binário, tampouco só pares ordenados, sim e não, verso e reverso, positivo e negativo, mas outras formas e representações. Outras, tantas, muitas, que podem surgir da fusão, da soma ou da subtração, da depuração, da aglutinação, da composição, da decomposição, do ajuste, da afinação, da quantidade, da qualidade, da temperatura, da pressão, do tempo, da ação, reação, da relação, do intervalo, do tirar, do por, do repor, da assimilação, da substancialização, da substantivação... Uma energia pode simplesmente anular a outra?
O que é o nulo, o hibrido, o estéril,
o... e por aí vai, fica, volta e vai e volta de novo, na circularidade, no movimento
continuo que até pode, as vezes o é, mas nem sempre retilíneo e uniforme?
Ao invés de desvalor são capacidades,
diminuídas ou amentadas, são outros resultados, outros valores que insurgem da
mistura e dão forma a diversidade. Entre um sim e um não, por mais que não se
assumam, existem talvez, talvezes. Esse, não assume imediatamente forma, nem é
disforme, está entre probabilidades numa infinidade, de possíveis. Tudo depende
de vários fatores, quantidades, qualidades, proporções e balanceamentos, das condições
de temperatura e pressão, do tempo, de se respeitar a maneira, o modo, o jeito,
e assim poder apresar diversos resultados, significados, inclusive equivalentes
e equivalências.
O resultado de uma experiencia, irremediavelmente,
depende de vários elementos, mas nem sempre é possível, com os mesmos
ingredientes e condições, alcançar o mesmo resultado, visto o mundo da vida
estar em movimento de ir, vir, voltar, em transformações ocasionadas pela constante
ação de energias.
Por mais que a receita de um bolo
seja rigorosamente seguida, à risca, o resultado pode, e é bem provável, ser algo
bem parecido, mas não será exatamente igual, pois quem faz, manipula, prepara,
reproduz, é sempre diferente. E mesmo que esse se ache o mesmo igual, é provável
não estar nas mesmas condições, fazer ou usar, sem se dar conta, algo coisa
diferente, diverso, semelhante, similar. Como disse Heráclito, “Nenhuma pessoa pode
banhar-se duas vezes no mesmo rio... pois na segunda vez o rio já não é o
mesmo, nem tão pouco a pessoa!”.
A fábrica da vida, artesanal e
natural, ao contrário da linha de produção com formas, matizes, matrizes,
controles, simuladores, simulações, artificiais, aparentemente só com sim e
não, dificilmente irá produzir dois resultados rigorosamente iguais, mas uma
infinidade de semelhantes, similares, parecidos, talvezes.
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