Quando eu partir, por favor, guarde o que viveu, no seu melhor lugar, e me conte o que quiser, se eu voltar…
Todos podem alterar, corrigir, reescrever. Apenas conserve a versão anterior e publique a sua. Não esqueça de incorporar seu nome. Resgatar o tempo perdido, usar a ciência como ferramenta, despertar para o renascimento, fornecer opções para preservação do meio.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
sábado, 5 de fevereiro de 2022
A busca por uma perfeição acaba por pasteurizar, retirar espontaneidade, negar as imperfeições que são naturais, a natureza é perfeita por ser imperfeita... ou não, nada é imperfeito, a perfeição está em ser diferente, em ver o outro muito mais que a sí mesmo... se fosse pra gente se olhar o olho não estaria em um ponto que não consegue ver o seu corpo todo... rsrs cara, a gente só consegue se ver por meio de um artifício... ou é melhor olhar o outro e com ele aprender…
A frase o mundo tá muito chato, tá muito chata rsrs nós pessoas estamos em transformação, a minha geração começou a transição, a sua já está em outro estágio... processo civilizador... mas o foda é que sinto um processo desumanizador...
Talvez devêssemos imitar os animais, esses que chamamos de irracionais..
Corrigindo... a minha geração não começou, ela está numa parte dessa transformação progressiva... nesse exato momento acho que precisamos retornar, desacelerar, voltar ao primitivo... é viagem...por isso não devo usar drogas rsrs mas sabe, a civilização andar mais, plantar mais, colher mais, contemplar mais, produzir menos... desracionalizar rsrs
Sem o outro não existe razão pra viver... o outro são todos os outros.
Precisamos fazer as pazes com o natural... reaprender a viver e perceber que a gente precisa do outro principalmente para se ver...
É tão difícil só ser
Ser só
Só rir
Não quero mais estar
Estar só
Só estar
Aqui
O que quero talvez não tenha a menor importância…
Desiquilibrio
Mas, o que importa se a gente não importa?
Os pesos, os valores, as equivalências iguais não são nulas, na realidade são correspondentes, somadas sempre mais que o dobro.
Sempre se procura êxito, a realização, a aprovação, a confirmação, afirmar, e a gente esquece que a história não só disso é feita.
Tal qual a coragem, que não existe sem o medo, e a vitória, prima irmã da glória, se escreve com todos percalços do movimento na trajetória.
Coragem é enfrentar o medo.
Hoje não acordei muito bem, não acordei cedo, isso é normal, anormal é acordar eufórico, sorridente, alegre por dentro e por fora contente, satisfeito.
Como se a vida, o mundo oferecesse oportunidade, alguma.
Essa tristeza patente chega a ser engraçada, acho que até acostumei…
A o que, por certo não sei...
Sabe aquela certeza de que nada vai dar certo, e tudo vai dar errado?
Estou cansado de desafiar a lógica, as probabilidades, não sei se ainda tenho tempo.
Não dá para viver só de esperança, mas sem esperança dá pra viver?
E essa, ao que tudo parece, pediu demissão, saiu de férias, foi por aí, como algumas pessoas que pela vida encontrei, muito inteligente, e de mim não quer mais saber.
O que me resta é tentar não lembrar quem eu não consigo esquecer.
Não dá pra viver só de sonho, mas dá pra viver sem sonhar?
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
sábado, 15 de janeiro de 2022
Ah, não dá pra colher amora sem te ver.
Amoras, colher ainda não dá sem pensar em você.
Dizem, se é verdade não sei dizer, que o brilho nos meus olhos, quando te olham, não consigo ocultar.
Ah, ainda não dá, pra colher, amoras sem de ti pensar.
Lembrar.
Amor não se escolhe, não se encolhe, não sei se colhe, se não dá pra plantar.
Acontece, aparece, brota, aflora a flor que há.
Se revela, se descobre, se sente, não dá para explicar.
É coisa que nasce, cresce, se recolhe, bem, dentro da gente.
Fruto, frutífera, frutificar.
Sem você, ainda há amoras, mas não sei se contém sabor.
Amor, há, amora.
Amor, amora, amar.
Ah...m.
Não dá pra colher se não dá pra plantar.
Coletar, Cultivar...
Dizem, se é não sei explicar, o brilho nos olhos que te olham não consigo esconder.
Se aqueles que olham meus olhos e podem ver, o que não consigo fazer, dizem, o que posso dizer?
Se só eles esse tal brilho conseguem enxergar, me cabe só aceitar, só acreditar...que há amor...ah se há!
Com qual realidade...
Na verdade, não se dialoga com uma realidade, não com apenas,
talvez com diferentes realidades que podem ou não ser verdades. À primeira
vista parecem múltiplas ou contraditórias, parecem ilusórias, mas na realidade são
reais, dependem de perspectiva e, muitas das vezes, das expectativas. São verdades
que afloram de um domínio onde fermenta a representação. Elas são preocupadas
em produzir consensos - observe as relacionados às questões socioambientais – e
se apressam em demonstrar ferramentas dispostas a misturar cimentos econômicos
e políticos, as esferas pública e privada, com intuito de legitimar a apropriação,
dos espaços e refuncionalizar. Deles, dos espaços, intervalos, gaps, lugares, subtrai
objetivamente subjetividades para parecer tentar promover saltos de escala, convenientes
e subservientes a produção. Mas, as ofensivas se valem de estratégias requentadas,
entretanto cristalizadas, da geração de emprego e renda sob a pátina de práticas
social e ambientalmente responsáveis. No entanto, as verdades, jamais
verdadeiras, recobertas por desejos e expectativas, não escondem as experiências
pouco responsáveis.
Compulsória, do latim compulsu relacionada a
compulsão, a coisa imposta ou que deve ser cumprida forçosamente ou de forma
obrigatória.
Na realidade, sempre triste e menos rica do que a
imaginação, se tenta dialogar primeiramente com aquilo que se faz perceber como
real, mas, por vezes, o que se entende continua encoberto por um véu. O que
invariavelmente produz angústia, vontade de visão, vidência e evidencia, no
entanto os frames deslocam e se deslocam daquilo materializado. Nitidamente o real,
a realidade, é objeto recoberto por reticulas, que suscitam questionamentos.
Portanto, a realidade com que se tenta dialogar é performática, metamórfica e
volátil. Constrói imagens de diferentes verdades que enquanto projeta passados presentes,
interroga futuros.
O grande problema é que as verdades construídas pelo controle
do controlador, sob as rédeas de um poder, consomem e são consumidas em práticas
e hábitos a induzir comportamentos, nela, nada é acidental, mas precisa parecer
espontâneo. Para isso, utiliza um poder que reúne capitais econômicos e
políticos, até mesmo culturais, a agrupar realidades compostas por
desconfianças que tanto iludem quanto confundem, mentem.
Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente ao que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para se continuar a olhar ou a refletir. (um exercício de si, no pensamento). (FOUCAULT, 1984: 13) e eu...
FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade II. O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1984.
Por isso todas as sociedades, em todos os tempos, usam drogas, para fugir ou dar um upgrade na realidade. Enfeitar, ornar, colorir, sonhar, enfim, completar e estabelecer conexões com o algo a mais, com o que não se sabe e nem se pode explicar. A droga mais potente de todas as drogas é a religião, afinal crença não precisa nem de explicação. Crença é quando o ser humano, como fotossíntese, processa a e sintetiza a sua própria substância psicotrópica, sinestesia, e foge da realidade. Alguns humanos perceberam e tiveram a sacada de escrever suas viagens, usar a imaginação e sacralizar tais ideias, para controlar, submeter, explorar e tirar proveito dessas ausências e faltas. Com promessas, com imagens, com delírios, com significados e representações, materiais e imateriais que se materializam no campo dos sonhos, das ideias, da imaginação, construíram e constroem impérios, fortunas, prestigio, até santidade, bastando apenas demover o natural poder mágico de sintetizar, viajar, transformar de cada individuo e transferir, projetar, ao inexplicável, onisciente, ao universo, ao pai...em troca de dinheiro, doação, doação dirigida, doação coagida, doação para um bem maior doado pelo menor, menor de todos, o reduzido, nada, insignificante, individuo humano...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Tem gente que já nasce morto, não apenas natimorto.
Não nasce, é torto, um aborto.
Desgraçado, quer dizer sem graça, e essa sina não passa.
Sabe, o seu destino será sempre o pior possível, tá traçado, no mínimo fracassado.
Não adianta, pode fazer de tudo, tudo tentar para desviar, irremediavelmente, o seu destino leva pro mesmo lugar.
Não há desvio quando se tem um único caminho, um único destino, um único trilho, só uma estrada a caminhar.
E não adianta tentar se matar, vai falhar se tentar.
No máximo, conseguirá piorar o que nunca foi bom, transformar o ruim em péssimo.
Tem que sofrer, tem que sentir, tem que doer, tem que chorar.
Tem gente já nasce morto.
Não nasce, é torto, aborto.
Sabe quando a vida é marcada pela falta de opção, quando você não escolhe, quando o que surge é tido como oportunidade?
Não, não há opção, não tem escolha, viver é completamente diferente de sobreviver e somos simplesmente e somente sobreviventes.
Sabe o que é xepa, só poder comprar, parcelado, na liquidação?
O que sobra, o que resta, a qualidade duvidosa daquilo que nem sempre de fato presta.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
Pessoas são pra sempre.
Nem todas, infelizmente.
Somente, algumas que de algumas formas faz a gente se reconhecer como gente.
Se eu nem sei que sou essas pessoas sabem.
E sabem de algum jeito, de um diferente que somos e o que somos.
Obrigado pessoas por me fazer um ser, sujeito, substantivo, predicado num estar futuro do presente.
sábado, 8 de janeiro de 2022
Poesia é a forma mais pura, espontânea, honesta de expor o sentimento.
Poesia é uma coisa que não é mentira, que não é verdade.
Acontece.
Não segue regras, não marca compromissos, tem até a sua própria liberdade.
Promete.
Poesia é o sentimento na mais simples versão, descreve com palavras o sentimento que sente o coração.
Não existe poesia boa, não existe poesia ruim, nem certa ou errada…na realidade o que existe é poesia, de cada instante, de certos momentos, para um amor, para uma amizade, uma determinada pessoa, para todas as pessoas, para ninguém também.
não importa a qualidade, poesia é sinceridade, sem noção, empresta e pede emprestado emoção...
Poesia pode ser, sabe o que é a noite chuvosa de um dia?
É poesia
A pessoa amada é enfeitada e fica ainda mais linda com o olhar superdimensionado do coração...
Loucura...pura... delírio, devaneio..pode ser fantasia, no maravilhoso mundo de Platão... platônico.
É tudo menos ilusão...
Simplicidade
Espontaneidade
Pura
Sentimento